Entenda os riscos da retinopatia diabética 

 

O diabetes exige atenção contínua e acompanhamento de diferentes aspectos da saúde, incluindo a saúde ocular. Uma das complicações que merece atenção é a retinopatia diabética, uma doença que afeta os vasos sanguíneos da retina e pode provocar perda de visão se não for identificada e tratada adequadamente. 

Segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), uma em cada três pessoas com diabetes pode desenvolver retinopatia diabética ao longo da vida. O dado reforça a importância da prevenção e do acompanhamento oftalmológico regular. 

O que é a retinopatia diabética? 

A retinopatia diabética é uma complicação do diabetes causada por alterações nos pequenos vasos sanguíneos da retina, estrutura localizada no fundo do olho responsável por captar a luz e transmitir as imagens ao cérebro. 

Quando os níveis elevados de glicose permanecem por muito tempo na corrente sanguínea, esses vasos podem sofrer danos, apresentar vazamentos ou até se romper. Em estágios mais avançados, a doença pode provocar hemorragias, alterações na retina e comprometimento significativo da visão. 

Por que a doença pode passar despercebida? 

Um dos principais desafios da retinopatia diabética é que ela pode evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais. 

Isso significa que uma pessoa pode enxergar normalmente e, ainda assim, apresentar alterações na retina. Quando os primeiros sinais aparecem, a doença já pode estar em um estágio mais avançado. 

Entre os possíveis sintomas estão: 

  • Visão embaçada ou dificuldade para enxergar; 
  • Manchas escuras ou pontos flutuantes no campo visual; 
  • Dificuldade para perceber detalhes; 
  • Alterações repentinas na visão; 
  • Perda parcial ou significativa da capacidade visual. 

É importante lembrar que a ausência desses sintomas não significa que os olhos estejam livres de alterações. 

Como prevenir e identificar a doença? 

O acompanhamento oftalmológico é fundamental para identificar precocemente possíveis alterações na retina. 

Um dos principais recursos utilizados é o exame de fundo de olho, também conhecido como fundoscopia. Por meio dele, o médico oftalmologista consegue avaliar a retina e os vasos sanguíneos, identificando alterações que podem ainda não provocar sintomas. 

A retinografia e o mapeamento de retina também podem fazer parte da avaliação, conforme a indicação médica. 

Além disso, manter o diabetes sob controle, acompanhar os níveis de glicose, cuidar da pressão arterial e seguir as orientações dos profissionais de saúde são medidas importantes para reduzir o risco de desenvolvimento e progressão da doença. 

Cuidar da visão também é cuidar da saúde! 

A retinopatia diabética pode evoluir silenciosamente, mas o diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a reduzir o risco de perda visual. 

Por isso, não espere perceber dificuldades para enxergar para procurar atendimento. Se você tem diabetes, inclua a avaliação oftalmológica na sua rotina de cuidados. 

No Hospital Santa Virgínia, você conta com profissionais capacitados para orientar e acompanhar diferentes necessidades de saúde. 

Cuide da sua visão e mantenha seus exames em dia! 

 

Fontes: 

  • Agência Brasil – Retinopatia: doença ocular afeta um em cada três diabéticos (28/10/2026). 
  • Ministério da Saúde – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Retinopatia Diabética. 
  • Sociedade Brasileira de Diabetes – Manejo da retinopatia diabética.