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Rinite ou sinusite? Entenda a diferença

Você sabe a diferença entre rinite e sinusite? Apesar de ter alguns sintomas comuns, as doenças possuem causas e formas de tratamento diferentes. A rinite é uma inflamação na mucosa das cavidades nasais, podendo ser aguda ou crônica, ocorrendo em cerca de 25% da população. Suas causas são, principalmente, alergias e viroses (como resfriado e gripe). Já a sinusite (ou “rinossinusite”) é a inflamação na mucosa das cavidades paranasais (ou “seios da face”). Se for aguda, pode ter origem viral ou bacteriana, e é muito comum o paciente sentir dor na região frontal da cabeça. Veja, abaixo, outras diferenças e saiba como fazer o diagnóstico e o tratamento mais adequado. 

RINITE

Principais causas - Além de alergias e viroses respiratórias, a inflamação na mucosa que reveste o nariz pode ser ocasionada por agentes infecciosos (bactérias e fungos), doenças metabólicas, autoimunes e degenerativas, gestacional, medicamentosa, por alterações do sistema nervoso autônomo, por uso de drogas, tabagismo, entre outras. 

Você sabia? A infecção pelo novo Coronavírus (Covid-19) causa uma rinite com perda de olfato e paladar em cerca de 70% dos casos, normalmente transitória.

A causa mais comum da rinite é a alergia respiratória, que se manifesta em cerca de 25% da população, muitas vezes associada à asma brônquica. “É fundamental tentar identificar os fatores ambientais que podem desencadear uma crise, como a presença de mofo, ácaro, pelos de animais, produtos químicos, fumaça de cigarro, pólen e mudanças repentinas de temperatura”, orienta o Dr. Braz Paulo Buzatto, otorrinolaringologista do Hospital Santa Virgínia. 

Sintomas comuns da rinite alérgica: obstrução nasal, coriza, espirros e coceira no nariz. Podem ser constantes (rinite perene) ou sazonais (mais frequentes na época de outono e inverno). 

Como confirmar o diagnóstico? O médico otorrino fará a avaliação clínica do paciente e poderá solicitar o exame de endoscopia nasal (nasofibroscopia flexível ou rígida), para uma análise completa da cavidade nasal. Os testes de sensibilidade alérgica (cutâneos ou sorológicos) também podem complementar o diagnóstico. 

E o tratamento mais adequado? Na maioria dos casos, o tratamento consiste no controle dos sintomas, visando à melhoria da qualidade de vida do paciente. Podem ser usados medicamentos anti-histamínicos orais durante as crises, feitas lavagens nasais com soro fisiológico (muito importante) e a aplicação de corticoides intranasais. Ainda há a opção de tratamento com vacinas (sublinguais ou injetáveis), de acordo com o resultado dos testes de sensibilidade alérgica, em casos específicos. O especialista explica que “a cura definitiva é um pouco mais difícil, devido à diversidade de alérgenos e poluentes da atmosfera”. 

Atenção! A automedicação pode oferecer riscos à saúde. Os descongestionantes nasais (orais ou tópicos) podem até aliviar momentaneamente a obstrução nasal, porém, causam efeitos adversos como irritação na mucosa e consequente quadro de rinite medicamentosa, além de agravar arritmias e hipertensão arterial. 

SINUSITE OU RINOSSINUSITE 

Este é o nome da inflamação na mucosa das cavidades paranasais ou “seios da face” (região frontal, maxilar, ao redor ou atrás dos olhos). A sinusite é causada pela obstrução dos canais de ventilação, geralmente após uma virose respiratória (gripe ou resfriado) ou rinite, com consequente acúmulo de muco e proliferação bacteriana, que resulta na infecção. Ela tem três tipos: aguda, crônica ou recorrente.

sinusite aguda pode ser de origem viral ou bacteriana. A dor na face é a queixa mais comum do paciente, que também pode ter secreção nasal (espessa e amarelada), obstrução nasal, diminuição do olfato, tosse, febre e mal-estar.

Diagnóstico da sinusite aguda: é feito pela endoscopia nasal (nasofibroscopia flexível ou rígida) e pelos exames de imagem, principalmente a tomografia computadorizada dos seios da face.

Tratamento: à base de antibióticos, lavagens nasais com soro fisiológico associado ou não a corticoide intranasal. 

Na sinusite viral, os sintomas são mais leves, como coriza clara e febrícula, necessitando apenas de tratamento sintomático. Cuidado: o uso indiscriminado e desnecessário de antibióticos leva a maior incidência de resistência bacteriana.

O que é sinusite crônica? Ocorre quando os sintomas respiratórios persistem por um período superior a quatro semanas, sendo que a dor na face é menos frequente do que na sinusite aguda. Predomina a presença de secreção nasal fétida, obstrução nasal, tosse persistente e diminuição do olfato, podendo ter ou não pólipos nasais.

Diagnóstico: a endoscopia nasal (nasofibroscopia), a tomografia e a ressonância são os exames complementares normalmente utilizados na avaliação da sinusite crônica. 

Tratamento da sinusite crônica: é baseado na investigação das causas, principalmente alergias, imunodeficiências (genéticas ou adquiridas), questões imunológicas, infecções por bactérias resistentes, deficiência de vitamina D e sensibilidade à aspirina. O tratamento clínico inclui a eliminação desses fatores, além de lavagens nasais com soro fisiológico e, em alguns casos, com antibióticos locais ou substâncias bactericidas. O tratamento cirúrgico da sinusite visa corrigir obstruções dos canais de ventilação dos seios da face, como desvio acentuado do septo nasal, remoção de pólipos, tumores, adenoide aumentada, entre outros. 

O Hospital Santa Virgínia oferece atendimento clínico e cirúrgico em Otorrinolaringologia, além de realizar os principais exames diagnósticos. 

Agendamento de consultas e exames pelo telefone (11) 2799-3230. 

Contribuiu com este conteúdo:

Dr. Braz Paulo Buzatto, otorrinolaringologista do Hospital Santa Virgínia | CRM: 34.268

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital Santa Virgínia | Publicado em: 13/7/2020

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