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Por que a obesidade é fator de risco para a forma mais grave de Covid-19?

Dra. Fabiana Franca, cirurgiã do aparelho digestivo e da obesidade do HSV, explica as opções de tratamento para melhorar a qualidade de vida dos pacientes

Os pacientes obesos fazem parte do grupo de risco para desenvolver a forma mais grave da infecção pelo Coronavírus. Mas por que isso acontece? E quais são as opções de tratamento para garantir uma melhor qualidade de vida? Neste Dia Nacional de Prevenção da Obesidade (11 de outubro), confira as orientações da Dra. Fabiana Franca, cirurgiã do aparelho digestivo e da obesidade do Hospital Santa Virgínia (HSV). Compartilhe essas dicas de saúde e previna-se!

Relação da obesidade com a Covid-19

Os pacientes obesos apresentam um tipo de “estado inflamatório” devido ao excesso de gordura, além de estar associado a outros fatores de risco como hipertensão e diabetes. Também possuem uma diminuição na capacidade de respiração devido à compressão do diafragma. Por esses motivos, a obesidade é o principal fator de risco para a manifestação de formas mais graves da infecção pelo Coronavírus, podendo necessitar de internação e até de ventilação mecânica.

Quais são as opções de tratamento da obesidade?

Existem tratamentos clínicos com medicamentos, endoscópicos (como o balão intragástrico) e cirúrgico, conhecido como cirurgia da obesidade ou bariátrica. Esta técnica proporciona a efetiva perda de peso, melhorando o “estado inflamatório” do paciente e o controle das principais doenças que são fatores de risco para a forma grave de infecção pelo Coronavírus.

Assim, o tratamento da obesidade se torna um “fator protetor” aos pacientes. Para quem têm indicação, a cirurgia não deve ser postergada, trazendo melhor controle do estado de saúde e minimizando para a forma leve da doença, caso adquira a Covid-19.

Leia também: Obesidade é uma doença e tem tratamento

E quem pode fazer a cirurgia bariátrica?

É recomendável que o paciente consulte, primeiro, um endocrinologista, que avaliará suas condições metabólicas e o estado geral de saúde. Quando não há sucesso no tratamento clínico, pode ser indicada a cirurgia bariátrica. Os critérios de indicação variam, conforme o grau de obesidade (calculado com base no IMC – Índice de Massa Corporal) e as comorbidades associadas (hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia, osteoartrose, entre outras).

No Hospital Santa Virgínia, são realizadas as técnicas cirúrgicas mundialmente consagradas, como a Bypass Gástrico em Y de Roux (conhecida por “redução do estômago”) e a Gastrectomia Vertical ou Sleeve, ambas com acesso minimamente invasivo por videolaparoscopia, o que favorece a recuperação do paciente. 

Segurança em tempos de Covid-19

O Centro Cirúrgico e demais setores do HSV estão preparados para receber os pacientes neste momento de pandemia, adotando todas as medidas de segurança necessárias. Por exemplo, antes da internação para a cirurgia, os pacientes realizam a coleta de exame de PCR (para descartar o diagnóstico de Coronavírus) e há a separação completa das áreas onde estão internados os pacientes com Covid-19.

Hábitos saudáveis

Por fim, vale lembrar que a obesidade é uma doença crônica e multifatorial: causada por hábitos alimentares desregrados, sedentarismo, fatores emocionais e hereditários. Assim, a mudança no estilo de vida, como alimentação saudável, tratamento da ansiedade e prática de atividade física, é essencial para alcançar um bom resultado cirúrgico e conseguir mantê-lo, evitando o reganho de peso. Também é determinante o acompanhamento com psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta e educador físico.

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Dra. Fabiana Franca, cirurgiã do aparelho digestivo e da obesidade do Hospital Santa Virgínia (HSV) | CRM-SP: 129.695

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital Santa Virgínia | Publicado em: 11/10/2020

 

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