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Santa Dulce dos Pobres

Irmã Dulce (Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes) nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador, na Bahia. Filha do cirurgião dentista Dr. Augusto Lopes Pontes e de D. Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, foi batizada na igreja de Santo Antônio Além do Carmo, em 13 de dezembro do mesmo ano. 

Com oito anos, juntamente com seus irmãos Augusto e Dulce, Maria Rita fez a primeira comunhão. Aos 13, manifestou seu chamado religioso acolhendo moradores de rua e doentes em sua casa, que ficou conhecida como: “A portaria de São Francisco”. 

Em 8 de fevereiro de 1933, logo após se formar professora, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Em 13 de agosto daquele ano, recebeu o hábito religioso e adotou o nome de Irmã Dulce, em homenagem a sua mãe, falecida em junho de 1921. 

Irmã Dulce lecionou numa escola mantida pela congregação e, em 1939, inaugurou o Colégio Santo Antônio, instituição pública voltada para operários e seus filhos, na Cidade Baixa de Salvador, atendendo 600 crianças e adultos.

No mesmo ano, ela ocupou cinco casas para abrigar doentes que recolhia nas ruas de Salvador, mas tiveram que desocupar os imóveis. Somente em 1949, com a autorização da Madre superiora, a religiosa transformou o galinheiro ao lado do convento num espaço para cuidar, inicialmente, de 70 doentes. Foi a origem do Hospital Santo Antônio, hoje um dos principais da Bahia. Em 1959, foi inaugurada a Associação Obras Sociais Irmã Dulce. 

Em 1988, a freira foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz. Ela recebeu a visita do Papa João Paulo II em duas ocasiões, em 7 de julho de 1980 e 20 de outubro de 1991. O “Anjo Bom da Bahia” realizou inúmeras ações sociais como: Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS), com almoço a preços populares; Albergue Santo Antônio, com 150 leitos; e o Centro Educacional Santo Antônio (Cesa), para abrigar meninos sem referência familiar.

Santa Dulce dos Pobres tem dois milagres atribuídos. O primeiro ocorreu em 2001, quando uma moradora da cidade de Malhador, no interior de Sergipe, clamou a intercessão de Irmã Dulce após uma hemorragia pós-parto. A mulher passou por três cirurgias em um período de 18 horas e, depois do pedido, o sangramento parou e a paciente se recuperou.

O segundo milagre foi a cura da cegueira de José Maurício Moreira. Ele ficou cego por conta de um glaucoma e voltou a enxergar 14 anos depois, após pedir para a freira aliviar a dor causada por uma conjuntivite. O devoto dormiu e, no dia seguinte, estava curado da cegueira.

A religiosa faleceu em 13 de março de 1992, na Bahia. Foi canonizada em 13 de outubro de 2019, pelo Papa Francisco. A sua festa litúrgica é celebrada em 13 de agosto, data de sua ordenação religiosa. 

Oração a Santa Dulce dos Pobres 

Senhor nosso Deus, lembrados de vossa filha, a Santa Dulce dos Pobres, cujo coração ardia de amor por Vós e pelos irmãos, particularmente os pobres e excluídos, nós vos pedimos: dai-nos idêntico amor pelos necessitados; renovai nossa fé e nossa esperança e concedei-nos, a exemplo desta vossa filha, viver como irmãos, buscando diariamente a santidade, para sermos autênticos discípulos missionários de Vosso filho Jesus. Amém.

Fontes: Obras Sociais Irmã Dulce e Portal A12

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