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Nossa Senhora das Dores

No dia 15 de setembro, logo após a Festa da Exaltação da Santa Cruz (comemoração que exalta a Cruz como instrumento de Salvação e vitória de Jesus sobre o pecado e a morte), a Igreja Católica celebra mais um título de Maria: a solenidade de Nossa Senhora das Dores.

Ela começou a ser cultuada no ano de 1221, no Mosteiro de Schönau, na Alemanha. A festa celebrada no modo que é hoje iniciou-se em Florença, na Itália, em 1239, pela Ordem dos Servos de Maria. O nome faz referência às 7 dores que Maria sofreu durante sua passagem pela Terra.

A primeira dor que Maria enfrentou foi revelada na profecia de Simeão. Logo ali a Virgem percebe que seu filho seria o redentor do mundo. “Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: ‘Este menino vai causar a queda e a elevação de muitos em Israel; ele será um sinal de contradição; a ti própria, uma espada te traspassará a alma, para que se revelem os pensamentos de muitos corações’” (Lc 2, 34-35).

A segunda angústia de Nossa Senhora trata-se da fuga para o Egito, momento em que o rei Herodes queria matar o menino Jesus. “Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: ‘Levanta-te, toma o menino e a mãe dele e foge para o Egito. Fica lá até eu te avisar, porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo’. José levantou-se, tomou de noite o menino e a mãe dele e partiu para o Egito” (Mt 2, 13-14).

A terceira dor remete à procura de Maria pelo Salvador quando retornavam de Jerusalém. Retrata o desespero da mãe frente ao desaparecimento do filho. “Passados os dias da festa, quando estavam voltando, ficou em Jerusalém o menino Jesus, sem que seus pais o notassem. Pensando que ele estivesse na comitiva, fizeram o percurso de um dia inteiro. Depois o procuraram entre os parentes e conhecidos, e, não o encontrando, voltaram a Jerusalém a sua procura” (Lc 2, 43-45).

O quarto sofrimento foi o encontro com Jesus a caminho do Calvário, onde a mãe encontra o filho chagado e ferido. “Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam no peito e o lamentavam. Voltando-se para elas, disse Jesus: ‘Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, mas chorai por vós mesmas e por vossos filhos, porque virão dias em que se há de dizer: ‘Felizes as estéreis e felizes as entranhas que não geraram e os seios que não amamentaram!’ Então começarão a dizer às montanhas: ‘Caí sobre nós!’ e às colinas: ‘Cobri-nos!’ Porque, se fazem isto com o lenho verde, que se fará com o seco?’” (Lc 23, 27-31).

A quinta dor que Maria passou foi o sofrimento e a morte de Jesus na Cruz, momento ápice de angústia para uma mãe ao ver seu filho próximo da morte. “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo que amava, disse a sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe’. E, desta hora em diante, o discípulo acolheu-a em sua casa” (Jo 19, 25-27).

A sexta angústia foi o recebimento do corpo de Jesus tirado da Cruz, quando a mãe sofre ao receber seu filho falecido. “Caindo a tarde e como era a Preparação da Páscoa, quer dizer, a véspera do sábado, José de Arimateia, membro importante do Conselho, que também esperava o Reino de Deus, teve a coragem de ir até Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos admirou-se de que ele já estivesse morto e, chamando o centurião, perguntou se ele já tinha morrido há muito tempo” (Mc 42-44).

A última dor de Maria na Terra foi o sepultamento de Jesus, o sofrimento maior para uma mãe ao sepultar seu filho. “Tomaram o corpo de Jesus e o envolveram em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim e, no jardim, um sepulcro novo, no qual ninguém ainda tinha sido depositado. Foi ali que colocaram Jesus, por causa da Preparação dos judeus, pois o sepulcro ficava perto” (Jo 19, 40-42).

Fonte: Canção Nova e Portal Cruz Terra Santa


Oração a Nossa Senhora das Dores

Ó Mãe de Jesus e nossa Mãe, Senhora das Dores, nós vos contemplamos, pela fé, aos pés da cruz, tendo nos braços o corpo sem vida do vosso Filho. Uma espada de dor transpassou vossa alma, como predissera o velho Simeão. Vós sois a Mãe das dores. E continuais a sofrer as dores do nosso povo, porque sois Mãe e companheira, peregrina e solidária.

Recolhei em vossas mãos os anseios e as angústias do povo sofrido, sem paz, sem pão, sem teto, sem direito a viver dignamente. E com vossas graças, fortalecei aqueles que lutam por transformações em nossa sociedade.

Permanecei conosco e dai-nos o vosso auxílio, para que possamos converter as lutas em vitórias e as dores em alegrias.

Rogai por nós, ó Mãe, porque sois apenas a Mãe das dores, mas também a Senhora de todas as graças. Amém!

Fonte: “Quando quero falar com Deus – Orações para o dia a dia”, de José Carlos dos Santos (Frei Zeca)

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