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Doenças renais: vamos falar sobre isso?

No Dia Mundial do Rim, a Dra. Maria Alice Muniz Domingos, nefrologista do HSV, esclarece os fatores de risco, formas de prevenção e tratamento

Em 14 de março de 2019, comemora-se o Dia Mundial do Rim. Neste ano, o foco da campanha é alertar para o aumento das doenças renais, que atingem 850 milhões de pessoas no mundo, com 2,4 milhões de mortes. Com o tema “Saúde dos rins para todos”, a Sociedade Brasileira de Nefrologia incentiva a prevenção e o tratamento precoce, estimulando hábitos de vida saudáveis, o rastreamento da doença e o acesso aos exames diagnósticos.

“A conscientização da saúde renal é para todos. Visitas regulares aos centros de saúde, mudanças de hábitos de vida como atividade física regular, dieta equilibrada, sem abuso de sal, e cessação do tabagismo minimizam os principais fatores de risco para doenças renais”, explica a Dra. Maria Alice Muniz Domingos, nefrologista do Hospital Santa Virgínia (HSV). Confira abaixo mais orientações da especialista.

Para que servem os rins?

Os rins são órgãos essenciais para o equilíbrio do corpo, atuando na eliminação de toxinas e na regulação de eletrólitos e de água. Também ajudam na estabilidade da pressão sanguínea e na produção de hormônios que formam as células do sangue e manutenção óssea.

Quais as principais doenças renais?

Muitas doenças podem acometer os rins, sendo as mais comuns: cálculos (pedras) renais, infecção urinária, cistos renais, nefrites, câncer e insuficiência renal (mau funcionamento do rim).

Quais os fatores de risco?

Os principais fatores de risco para a insuficiência renal são a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e a diabetes. Outros fatores também podem desencadear a doença: uso de anti-inflamatórios, desidratação, infecções por vírus da hepatite B e C e HIV, obstrução da via urinária, doenças familiares e reumatológicas como lúpus, entre outros.

Existem sintomas?

Os sintomas variam de acordo com o tipo de doença renal. Muitos pacientes com insuficiência renal crônica só manifestam tardiamente os sintomas, por isso, a importância do diagnóstico precoce. A dor lombar, motivo frequente de idas ao nefrologista, está relacionada a quadros de cálculo renal e de infecção urinária. Nas doenças que levam à diminuição do funcionamento do rim, o paciente pode apresentar redução da quantidade ou alterações na urina, inchaço, descontrole da pressão arterial, cansaço, falta de apetite, alteração do sono, aumento da frequência urinária à noite, enjoo ou vômitos e até convulsões.

Como fazer o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser confirmado por exames de sangue, de urina e de imagem (ultrassom de rins). Em alguns casos, pode ser necessária biópsia renal. O rastreio é considerado um cuidado de saúde primário, indicado para todos os pacientes com fatores de risco ou sintomas indicativos de doença renal. Quanto mais precoce o diagnóstico, o início do tratamento e mudanças de hábitos de vida, maior a chance de prevenir ou retardar a evolução da doença renal.

Como é o tratamento?

Os tratamentos são direcionados aos diferentes tipos de doença. No caso da insuficiência renal aguda, é indicada a diálise até a recuperação da função do rim. Já para os pacientes com insuficiência renal crônica, pode ser necessária a diálise pelo resto da vida. O transplante renal também pode ser uma alternativa em alguns casos.

Como é o atendimento oferecido no Hospital Santa Virgínia?

O serviço de Nefrologia do HSV existe há mais de 25 anos, prestando atendimentos ambulatorial, na internação e na Hemodiálise, atendendo pacientes com insuficiência renal aguda e crônica. Contamos ainda com toda a rede de apoio laboratorial, exames de imagem e participação da equipe multidisciplinar, o que garante um atendimento integral ao paciente.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital Santa Virgínia

Publicado em: 14/3/2019

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