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Dia Mundial de Combate à Asma

Pneumologista do HSV, Dr. Ulisses Rosalino, esclarece as principais dúvidas sobre a doença

Quem já não ouviu falar que algum parente, amigo ou vizinho tem asma? De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atinge cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. Já no Brasil, estima-se aproximadamente 20 milhões de asmáticos, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Para alertar a população sobre a doença e seus cuidados preventivos, comemora-se o Dia Mundial de Combate à Asma na primeira terça-feira de maio (neste ano, celebrado em 7/5). 

“A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, normalmente, com um componente genético/familiar. Ela não tem cura, mas pode ser totalmente controlada. A asma pode começar em qualquer fase da vida, mas os sintomas, frequentemente, iniciam-se na infância. A doença é caracterizada por hiper-responsividade dos brônquios que, quando entram em contato com fatores agressores para via aérea (alérgicos ou irritativos, por exemplo), fecham parcialmente, gerando limitação para a passagem do ar e, assim, o paciente apresenta tosse, falta de ar e chiado no peito”, explica o Dr. Ulisses Rosalino, pneumologista do Hospital Santa Virgínia (HSV). Veja abaixo a entrevista e esclareça suas dúvidas.  

Quais são os principais sintomas da asma?

Dr. Ulisses Rosalino: Os sintomas mais comuns são: falta de ar, sensação de aperto no peito, chiado no peito e tosse seca.

Quais são os fatores de risco?

Dr. Ulisses Rosalino: Os principais fatores de risco para uma crise de asma são: exposição a fatores que causam alergia no paciente (como poeira, mofo e pelo de animal), exposição a fatores irritativos (produtos de limpeza, perfumes, variação de temperatura), processos virais como gripe e resfriados e, principalmente, o tratamento irregular da doença.

Há alguma maneira de prevenir a asma? Ou de aliviar os sintomas?

Dr. Ulisses Rosalino: As principais formas de prevenção das crises são: evitar o contato com substâncias às quais o paciente seja alérgico, tomar vacina contra a gripe, praticar atividade física regular, utilizar a medicação de manutenção e evitar variações de temperatura e tempo seco.

Como é feito o tratamento*?

Dr. Ulisses Rosalino: O tratamento é feito de duas formas: 

1- Tratamento de manutenção (regular): medicação de uso diário do paciente, que previne as crises e complicações a longo prazo;

2- Tratamento de alívio: feito com broncodilatadores. Esta medicação dilata os brônquios e tira o paciente da crise, trazendo alívio imediato dos sintomas.

Quem tem asma pode fazer exercícios físicos? Se sim, quais são os mais recomendados?

Dr. Ulisses Rosalino: Todo asmático pode e deve fazer atividade física, desde que não esteja em crise. A prática frequente melhora a qualidade de vida e reduz o número de crises nos pacientes que estão com a doença controlada, ou seja, realizando o tratamento adequado. Não existe uma atividade melhor que a outra. O importante é que ela seja feita de forma regular e com acompanhamento médico.

Quais alimentos podem desencadear crises de asma? 

Dr. Ulisses Rosalino: Não há um alimento específico. Caso o paciente seja alérgico a algum tipo de comida, ao ingeri-lo, pode desencadear uma crise. Convém ficar atento e sempre procurar orientação profissional. 

*O Ambulatório do Hospital Santa Virgínia (HSV) atende em diversas especialidades, como Pneumologia, Nutrição, Clínica Médica, entre outros. O HSV também possui um Laboratório de Análises Clínicas e um Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), oferecendo um tratamento completo. 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital Santa Virgínia

Publicado em: 7/5/2019

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