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Como está a qualidade do seu sono?

Veja as dicas do Dr. Eduardo Melo, neurologista, neurofisiologista clínico do HSV e especialista em medicina do sono, e saiba o que fazer para dormir bem

Dormir bem é o desejo de todas as pessoas, porém, nem sempre isso é possível. De acordo com pesquisa do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 33% dos moradores de São Paulo sofrem de insônia. Além deste distúrbio, existem outros, como apneia, sonambulismo e sonolência excessiva durante o dia. O que pode explicar esse número alarmante é o fato de não conseguirem fazer uma boa “higiene do sono”, levando para a cama preocupações pessoais, profissionais e financeiras, consequentemente, tendo problemas na hora de dormir.

De acordo com o Dr. Eduardo Melo, neurologista, neurofisiologista clínico do Hospital Santa Virgínia (HSV) e especialista em medicina do sono, para ter um sono de qualidade e reparador é fundamental não haver muitos despertares durante a noite e dormir o período suficiente. “De maneira geral, o indivíduo necessita dormir de 6 a 9 horas, mas isso não é uma regra, existem pessoas que dormem mais e outras menos”, esclarece o médico.

Contudo, o sono insuficiente causa inúmeras complicações à saúde, entre elas: prejuízo na memória, alteração do humor, além de aumento dos riscos de doenças metabólicas (Hipertensão Arterial Sistêmica - HAS, colesterol, diabetes e outras). A luz é outro ponto que influencia na hora de dormir. “A luminosidade atrapalha, pois interfere na liberação de um neuro-hormônio chamado melatonina, que age como um indutor para o início do nosso sono”, afirma o neurologista.

“Além de melhorar a função cardiopulmonar, a prática de atividade física ajuda muito quem tem apneia obstrutiva do sono, pois reduz os episódios da apneia durante a noite, com isso, as pessoas têm um sono de melhor qualidade”, relata o especialista. Entretanto, o Dr. Eduardo alerta que não é recomendado fazer exercícios à noite, devido à elevação da temperatura corporal, que causa dificuldade para dormir.

Outra pergunta comum ao se tratar deste assunto é: quanto o cochilo da tarde influencia na qualidade do sono? Em alguns países como México, Espanha e Portugal, esta prática é uma tradição. “Desde que não seja por um período longo, dormir durante o dia é benéfico. O recomendado é que seja de 40 minutos a uma hora”, comenta o neurofisiologista clínico.

Doutor, afinal, é possível recuperar o sono perdido? “Não se recupera sono. Por isso, é importante que tenha uma noite bem dormida”, informa o médico.

Para ter uma boa noite de sono, é necessário adotar algumas medidas no dia a dia. “Precisa começar a ter uma boa higiene do sono: ir para a cama somente para dormir; não assistir à televisão ou ler na cama; dormir em local escuro e sem barulho; não ingerir café ou bebidas alcoólicas à noite; por fim, tentar desligar-se dos problemas cotidianos”, ressalta o especialista.

Caso tenha alguma alteração ou distúrbio no sono, é fundamental procurar um médico e nunca se automedicar.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital Santa Virgínia

Publicado em: 15/3/2019

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