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Artrite reumatoide: doença das articulações

Dra. Elaine Nespoli, reumatologista do Hospital Santa Virgínia, esclarece as principais dúvidas sobre a doença autoimune que afeta principalmente as mulheres

Neste Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo (30/10), a Dra. Elaine Nespoli, reumatologista do Hospital Santa Virgínia (HSV), esclarece os principais sintomas, fatores de risco e tratamento da doença que atinge cerca de 1% da população mundial. A artrite reumatoide ocorre principalmente em pacientes de 30 a 50 anos, sendo mais comum no sexo feminino devido à predisposição genética. A Sociedade Brasileira de Reumatologia estima que a doença acometa duas vezes mais as mulheres do que os homens.

“A artrite reumatoide é uma doença autoimune* inflamatória crônica e progressiva, que causa dor, calor, vermelhidão e inchaço nas articulações, podendo levar a deformidades articulares com danos irreversíveis”, explica a especialista do HSV. Além das articulações, a doença pode afetar órgãos como os olhos, coração, pulmões, rins, pele, entre outros.

“É importante ficar atento aos sintomas como: dor articular persistente por mais de dois meses, com sinais de inflamação, e rigidez matinal. Apresentando esses sintomas e tendo familiares com artrite reumatoide, deve-se procurar um médico especialista”, orienta.

Os sintomas da artrite reumatoide são classificados em leves, moderados ou graves. Geralmente, o paciente tem dores nas articulações (punhos, dedos, cotovelos, ombros, joelhos e pés), podendo ser de forma simétrica (atinge os dois lados do corpo) ou assimétrica (afeta somente um lado dos membros, por exemplo, joelho direito e mão esquerda). “Alguns pacientes apresentam também a rigidez matinal. Acordam com a sensação de estar travados, com as articulações rígidas, precisando se movimentar aos poucos para voltar ao normal. Esse processo costuma durar, em média, de trinta minutos até duas horas”, esclarece a Dra. Elaine Nespoli.

Ainda não há formas de prevenir a doença, porém, é importante observar os fatores de risco (herança genética, obesidade e tabagismo) e os sintomas, para diagnosticar rapidamente e iniciar o tratamento, evitando danos articulares.

O diagnóstico é realizado por consulta com o reumatologista (o profissional fará uma análise detalhada do paciente com exame físico) e, se necessário, com exames complementares (laboratoriais e de imagem).

Existem diferentes formas de tratamento, conforme o estágio da doença. Podem ser à base de anti-inflamatórios hormonais e não hormonais, antimaláricos e analgésicos. “Hoje existem, também, remodeladores, imunossupressores e os medicamentos biológicos, que permitem que a doença entre em remissão (estado em que os sintomas não estão ativos)”, concluiu a reumatologista. Consulte sempre um médico especialista e evite a automedicação.

O Hospital Santa Virgínia possui um Ambulatório de Especialidades, com atendimento em Reumatologia, Ortopedia, Clínica da Dor, Nutrição, Cardiologia, entre outros. Também dispõe de um Laboratório de Análises Clínicas e de um Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), que realiza os principais exames como Ressonância Magnética, Tomografia Computadorizada e Ultrassonografia. O serviço especializado conta com profissionais experientes e infraestrutura de alta tecnologia para diferentes procedimentos.

*Doença autoimune: quando o sistema imunológico ataca os próprios tecidos e células saudáveis do corpo.

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Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital Santa Virgínia

Publicado em: 30/10/2019

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