Maternidade

Em 09 de dezembro de 1939, foi fundada a Maternidade do Hospital de Caridade do Braz, com a presença de importantes políticos, médicos, entre outras personalidades da época. O livro com as assinaturas do dia da inauguração consta nos arquivos do hospital até hoje. clique aqui para ver o livro.

De acordo com o jornal Correio Paulistano, de 10 de dezembro do mesmo ano, o hospital recebeu a visita ilustre do Dr. Adhemar de Barros, interventor federal em São Paulo, e de sua esposa Leonor Mendes de Barros. A notícia destaca: "Recebidos pelo professor dr. Carlos Brunetti, director do hospital, por todo o corpo medico e mais pessoas gradas, s. exc. percorreu todas as dependências do estabelecimento, examinando suas moderníssimas instalações, bem como a Maternidade ali fundada. Tudo magnificamente bem disposto, sem uma falha, o notável estabelecimento honra São Paulo e sua vida scientífica".

Em seu discurso, o Dr. Adhemar de Barros recordou que havia estagiado no Hospital de Caridade do Braz, logo que se formara como médico e cirurgião, e agradeceu a forma que foi recebido pelos médicos da instituição.

A maternidade fez história na zona leste por ser uma das primeiras da região. De acordo com os livros de registros e prontuários, milhares de bebê nasceram no local, inclusive filhos de funcionários. Outro aspecto revela seu pioneirismo: muitos partos foram realizados pela Dra. Mariângela Matarazzo, que foi uma das primeiras mulheres a se formar em Medicina no início do século XX, no Brasil.

Filha do industrial Luiz Matarazzo e de Elisa Matarazzo, ela entrou em 1912 para o curso de Medicina da Universidade Livre de São Paulo, instituição que deu origem ao Hospital de Caridade do Braz. Em 1917, a então estudante transferiu-se para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro onde cursou novamente o 5° ano em razão do encerramento das atividades da Universidade Livre de São Paulo.

Depois de formada, voltou para capital paulista e clinicou nas especialidades Obstetrícia e Pediatria, atendendo senhoras e crianças no hospital, em consultório particular e em sua própria residência, na Avenida Celso Garcia.

Quando a Dra. Mariângela não estava no hospital, o Dr. Carlo Brunetti e o Dr. Mário Rodrigues Louzã realizavam os partos.

De acordo com os livros de registros, nas primeiras décadas de funcionamento da maternidade, os nascimentos eram classificados como prenhes de termo e prenhes normal, referindo-se ao tempo de gestação da paciente.

A maternidade encerrou as atividades em maio de 2001, depois de um processo de reestruturação do hospital.

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